Segunda-feira, 21 de Março de 2011

de Jorge de Sena

 

Quem muito viu, sofreu, passou trabalhos,
mágoas, humilhações, tristes surpresas;
e foi traído, e foi roubado, e foi
privado em extremo da justiça justa;

e andou terras e gentes, conheceu
os mundos e submundos; e viveu
dentro de si o amor de ter criado;
quem tudo leu e amou, quem tudo foi -

não sabe nada, nem triunfar lhe cabe
em sorte como a todos os que vivem.
Apenas não viver lhe dava tudo.

Inquieto e franco, altivo e carinhoso,
será sempre sem pátria. E a própria morte,
quando o buscar, há-de encontrá-lo morto.



publicado por Brunhild às 13:49 | link do post | comentar

mais sobre mim
cavalgadas recentes

Álbum: raízes

hold on to your dream

O efeito Gabriela

Cindafuckin'rella, precis...

Sonata de Outono

Olá!

...

paradoxos, incongruências...

espreitar

não gosto

ás vezes

O supremo verbo da humani...

as coisas que eu ouço

e esse Natal, como foi ?

Albúm de fotografias

reencarnação deferida

retratos da vida a 2

Toc Toc ?

leva-me aos fados

in a dark place #1

comentários recentes
A perda não foi minha. Esta, pelo menos. Mas um di...
Vive-se segurando a dor na dor dos outros. Tentand...
ah pois é! :)
ahhhh... a bela juventude!!! :P
e tu achas que eu não penso nisso? tenho mais medo...
porque alguém - Walt Disney?! - nos disse que para...
a ver por algumas parideiras que por aí e por aqui...
sim, se assim não fosse a humanidade não existia. ...
Maria, obrigada por leres o nosso blog. Beijinhos
Qual é o supremo verbo da humanidade, parir?!...Se...
outras cavalgadas
cavalgadas arquivadas
subscrever feeds