Sexta-feira, 1 de Abril de 2011

Para um amigo tenho sempre um relógio

esquecido em qualquer fundo da algibeira.
Mas esse relógio não marca o tempo inútil.
São restos de tabaco e de ternura rápida.
É um arco-íris de sombra, quente e trémulo.
É um copo de vinho com o meu sangue e o sol.

de Viagem através duma Nebulosa (1960)

António Ramos Rosa



publicado por Brunhild às 15:44 | link do post | comentar

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