Quarta-feira, 6 de Abril de 2011

Há muitas coisas que eu admiro nos homens. Uma delas é o facto de serem um bicho de duas cabeças, que funcionam de forma independente, mas raramente (leia-se, nunca; pelo menos até prova em contrário) juntas. Bem diferentes das mulheres, portanto, que, alegadamente, têm sete, e nenhuma funciona. Dizem.

Ora esta (dis)funcionalidade permite-lhes usar a(s) cabeça(s) conforme lhes dá mais jeito.

 

A título de exemplo, recorro a um assunto da sua predilecção, para facilitar as coisas: engatar gajedo.

 

Toda a gente sabe que não é difícil engatar uma gaja, mesmo as mais (ditas) difíceis. Basta o elogio certo, na forma certa, na hora certa. Ou seja, com um certo poder de observação, é só detectar um dos muitos pontos fracos (a nível da auto-estima ou outro qualquer) e atingi-lo de uma forma subtil. A hora certa? Esperem por aquela altura em que ela andar mais inchada e a falar em chocolates. É infalível. Garanto. Se não cair à primeira, insistam. É fácil, é mais ou menos de 28 em 28 dias.

 

A flor mais bonita do jardim dos pais entrou no chat? Aproveitem! Digam-lhes como elas são bonitas, como elas são sensíveis, como elas são inteligentes, como elas são especiais (elas adoram!), como são interessantes; Deixem escapar como não querem a coisa o vosso lado sensível, um toque de humor, alguma vulnerabilidade, e a coisa vai. Ou seja, sejam inteligentes: usem a cabeça! Para que é que ela vos serve?! Exactamente!

Se mesmo assim estiver difícil, inventem! Digam que têm uma profissão muitos arriscada ou ultra-secreta. As mulheres adoram o perigo e muitas ainda não mataram o pai, precisam de se sentir seguras, ou seja, protecção masculina. (Podem rir. Era essa a ideia.)

Em último caso, apelem ao cartão de crédito, levem-nas a jantar fora, a um bom restaurante. Sejam cavalheiros: mãozinha levemente na cintura para ela passar e uns olhares (alegadamente) discretos que despem, de cima a baixo e de baixo para cima, para ela se sentir desejada. Exactamente, usem a cabeça! A outra, caramba.

Mas tenham cuidado com os setes passsos até chegar ao Brad Pitt. Tenham a certeza que as flores não se conhecem umas às outras, caso contrário, podem ser apanhados em flagrante delito.

Até já estou a imaginar a reacção! De mãos levadas à cabeça: "Não é o que estás a pensar! Não fui eu. Foi ela." A outra. Cabeça.

 

Quando no outro dia me perguntavam por que razão eu tratava os homens como lixo, eu respondi: é tudo uma questão de confiança. Nos mercados. É que nem o meu irmão escapa!

 

Felizmente eu só tenho uma cabeça e, tal como o estado da Luz, apaga-se facilmente, basta ingerir grandes doses de álcool.



publicado por Brunhild às 20:24 | link do post | comentar

4 comentários:
De naovouporai a 7 de Abril de 2011 às 14:24
beeeem.... a Valquíria está em grande... o que eu me ri :DD


(e já agora, agradecido mas não vou poder ir às fotos... sniff)


De Brunhild a 8 de Abril de 2011 às 09:16
não sei se era para rir... :)

[okapas! eu acho que vou na mesma, lavada em lágrimas, despedir-me...]


De naovouporai a 8 de Abril de 2011 às 09:21
é impossível não detectar o humor impregnado na escrita ;)


De Brunhild a 8 de Abril de 2011 às 09:22
;))))


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