Sexta-feira, 22 de Abril de 2011

Ou a esperança que reside na morte.

Os compositores, génios com ultra-sensibilidade, e, consequentemente, de carácter atribulado, (d)escrevem-no como ninguém.

Não se espera uma vida eterna, a bater as asinhas de nuvem em nuvem, de lira na mão; Espera-se, por fim, paz. Luz. Eterna.

Este Requiem é dramático. Intenso. De chegar ao fim desgastado, estourado. Mas acaba com esta lux.

 

Quem decide partir não procura outra coisa senão isso: esperança. E carrega consigo o ónus da decisão.

Quem fica, só tem que lidar com o sentimento de perda, com a saudade.

 

Eu, chego ao fim desta semana estourada, mas com a sensação de que vale(u) a pena.

E hoje, quando cantar este Agnus Dei, esquecerei as notas, a respiração, o apoio, a técnica dos pianíssimos, fortíssimos, diminuendos e crescendos, e lembrar-me-ei somente disto. E sem me emocionar! É um desafio. Eu nunca viro costas a um bom desafio.



publicado por Brunhild às 16:13 | link do post | comentar

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