Quinta-feira, 3 de Dezembro de 2009

Seria de esperar que fossem as pessoas que estão mais perto de nós, as que melhor nos conhecem. Nem sempre acontece.

E seria de esperar que fossem as pessoas que melhor nos conhecem, as primeiras a repararem nas pequenas mutações que sofremos.

Mas tal como nem sempre os pais se apercebem do salto em altura que o rebento deu durante a noite, também nem sempre quem mais próximo está, e melhor nos conhece, se apercebe do salto em comprimento que demos há tempos.

 

Acho, inclusivé, que é por isso que muitas relações morrem. Independentemente do tipo.

A maior parte das pessoas acomoda-se. A si, aos outros, à sua vida, ao sofá. Procurando o conforto do que é. Ou do que foi. Não se apercebendo de que tudo está em constante mutação. Tudo. Sempre. Esquecendo-se de que há sempre algo por vir. Estando elas preparadas para isso ou não.

Mais uma vez, como os pais, muitas vezes preocupados em criar uns filhos à sua imagem, não dando espaço para eles serem... eles. No fundo, o dilema é sempre o mesmo: um braço de ferro entre o objecto e a idealização do mesmo.

 

Daí ser tão importante o diálogo. Daí, muitas vezes, acordarmos um dia ao lado de uma pessoa que não conhecemos ou que nada nos diz.

 

O Principezinho ensinou-nos, ou aconselhou-nos, a olharmos as coisas (pessoas inclusivé) como se as vissemos pela primeira vez. Para assim, não perdermos a capacidade de nos deixarmos surpreender e, consequentemente, de nos apaixonarmos.

Há contudo uma certeza, a única, que devemos ter sempre em mente: as coisas mudam. E, um dia, acabam. Pessoas inclusivé.

 

Não há fórmulas mágicas para o amor, nem para as relações. Independentemente do tipo. Mas gosto de, todos os dias, cumprimentar as pessoas como se fosse a primeira vez que as vejo. E de, todos os dias, me despedir delas como se fosse a última vez.



publicado por Brunhild às 13:46 | link do post | comentar

3 comentários:
De Mª dos Prazeres, Santa Comba Dão a 3 de Dezembro de 2009 às 16:48
...sim, com um aperto de mão...
Mas sempre como se fosse o último!


De Ortlinde a 4 de Dezembro de 2009 às 12:14
á excepção de algumas que por distracção levam com tradicionais encostos de cara e os sonoros beijos largados no espaço onde acaba a bochecha e começa a orelha. Mas isto não é para qualquer um! é preciso muito treino!


De Mª dos Prazeres, Santa Comba Dão a 4 de Dezembro de 2009 às 12:32
CONFESSO!!!! Pronto(ssss)... apanhaste(sss)-me!


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