Cansada de aturar malucos (lembrem-me de vos falar sobre o macho-alfa...), aceitei um convite de um gajo, que eu andava a adiar há meses, para sair.
Alto, um corpo de fazer cair o cabelo, olhos azuis (há algum surto que eu desconheça?!), 37 anos de idade (pensavam que eu estava a brincar em relação à adopção?...).
Como eu não aceito convites para jantar de gajos, muito menos em first dates, optamos por passar directamente à sobremesa. Literalmente! Ou seja, gelado e um passeio a pé pela beira-mar.
Sabendo previamente que ele adorava viajar e amava cinema, e sendo que eu também gosto bastante das duas, abordei o tema viagens.
E levei com mais de três quartos de hora de relatos exaustivos de viagens a tudo quanto era sítio. O rapaz já foi a tudo que é lado.
À medida que ele ia enunciando as suas viagens e as que ainda gostava de fazer, mais eu confirmava as minhas suspeitas: havia um sítio onde ele jamais iria.
Já lutando contra o bocejo, assim que tive oportunidade, mudei para o tema cinema, na esperança de me aguentar mais meia horinha antes de alegar cansaço e a obrigação de me levantar cedo no dia seguinte, pois tinha um àrduo dia de praia à minha espera.
Nem meia hora! Creio que terá sido... meio segundo.
Ama cinema mas vai poucas vezes porque não tem tempo.
Socorro!!! Estava na hora de eu fazer o meu filme.
E assim foi... Regressamos.
No regresso, batida pelo cansaço, deixei-o conduzir a conversa à sua vontade. Ou seja, dei-lhe trela. Quis testá-lo, ver até onde ia...
E ele, aproveitando a brecha, acabou a fazer-me uma pergunta pessoal, daquelas que não se fazem nem a quem conhecemos há anos, quanto mais a alguém que mal conhecemos e que se esquivou de falar sobre ela o tempo todo.
Se ele tivesse cérebro, eu ainda poderia pensar que ele também me estaria a testar, fazendo-me aquela pergunta. Mas não era o caso.
Infelizmente, além de não ter cérebro, tinha a sensibilidade de uma porta. Sem desprimor para a mesma. Porque esta ainda vai tendo alguma, quando se chateia com o Sr. Vento, e se fecha com toda a força...
Como podem ver, a vida amorosa de Brunhild vai que é uma maravilha!...
Quantidade não significa qualidade... E eu continuo a preferir a última à primeira.
Durante os próximos tempos que ninguém me chateie com o blábláblá não lhes dás oportunidade, blábláblá se não fores nunca vais saber, blábláblá pode ser que ele te surpreenda, blábláblá pelo menos sais e divertes-te.
Pois! Certo! Diverti-me tanto que até estou com dificuldade em sossegar e adormecer...