Terça-feira, 8 de Dezembro de 2009

Cheguei há pouco do cinema. Encantada. A prova disso é ter vindo aqui parar. Não tendo conseguido deixar para depois, ou até para depois disso, o acto de escrever sobre este filme.

Vi Tetro. 

 

Tinha lido algumas críticas sobre este filme. Más. Menos boas. Não fiquei com vontade de ver o filme. No entanto, tratando-se de Coppola, sabia que iria dar-lhe uma segunda juventude. Fui. Mas Tetro não é de Coppola, nem é Coppola. Coppola morreu.

 

Cheguei a casa, ainda com o gostinho do filme na boca, e agarrei-me ao Google. Reli as críticas, li sobre Coppola. Confirmei. Este filme é absolutamente fantástico. Não, não é fantástico. É muito mais do que simplesmente fantástico. Mas ainda estou sem palavras e não encontro uma que se adeqúe. Para mim, é uma obra-prima.

 

Quer na forma, quer em conteúdo, este filme prima pelo que mostra mas não diz.

Muito bem filmado a preto e branco, está carregado de pormenores e mais pormenores. Tantos que, se não tivermos muito atentos, a tudo o que passa no ecrã, nos passam ao lado. Genial.

 

Não sei que Tetro viram os críticos cujas críticas passei os olhos. Provavelmente foram ver o Tetro de Coppola e sentiram-se enganados. Se tivessem ido ver Tetro de um novato realizador europeu independente, talvez tivessem considerado o filme de absolutamente fantástico. É pena...

 

É também isto que este realizador, que pretendo descobrir, lhes diz. Mas acho que eles não perceberam.

Não quero com isto dizer que percebi mais do que eles, até porque eu sou uma simples amante de cinema, dos grandes aos pequenos, indiscriminadamente.

Eu apenas percebi o que Tetro me disse. Muito.

Disse-me tanto que até me esqueci de que estava numa sala de cinema. E quando isso acontece, é mágico.



publicado por Brunhild às 23:07 | link do post

De Ortlinde a 9 de Dezembro de 2009 às 17:17
eu também fui e gostei muito! estive até ao ultimo minuto na expectativa de uma morte violenta que não aconteceu. Ainda bem. Imprevisivel. Histórias de familias mexem comigo, e esta está muito bem contada.
a personagem dela foi a minha preferida.

argentina, qualquer dia passo por aí!


De Brunhild a 9 de Dezembro de 2009 às 17:24
"stive até ao ultimo minuto na expectativa de uma morte violenta que não aconteceu"... lol... spoiler!
Há mortes violentas, sim.

Buenos Aires?! Quando?! Quando?! Tb quero! Levas-me? Sim? Sim? Sim?


De Ortlinde a 9 de Dezembro de 2009 às 17:34
eu estou a falar de sangue ! não dessas...


De Brunhild a 9 de Dezembro de 2009 às 17:35
não reveles o filme!!! estragas o suspense a quem ainda não viu... :D


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