Quinta-feira, 18 de Março de 2010

deixa-me quedo e mudo
a maneira
como as mãos dela tocam nas coisas deste mundo.

ela toca-lhes como se fosse
sempre a primeira vez que o fizesse
como se nunca tivesse querido esquecer
e fizesse de cada vez sempre questão de lembrar
de como é diferente o tocar
quando é pela primeira vez que se toca.

toca nas coisas como se lhes estivesse a dar
o nome
que até ali nunca tinham tido.

toca nas coisas como se não as usasse
mas só lhe estivesse a dar um sentido.
toca nas coisas com a cerimónia
de como se não fossem
nem nunca viessem a ser dela.
toca nas coisas e deixa-as
como se nunca tivessem sido tocadas
pelo menos por alguém neste mundo.

toca em mim quase como se eu lhe fosse
tudo.

 

(um anónimo chamado Pedro Valentim)

 

 

Qualquer professora de Português vos diria que a personagem principal deste texto é ela.

Pois, para mim, é ele.

 

Gosto de pessoas que ainda se apaixonam; que amam, que riem, que choram; pessoas que ainda se permitem sentir. E com valentia suficiente para o exprimir.

Num mundo em que já ninguém chora por amor, pessoas assim, são sempre uma lufada de ar... quente.



publicado por Brunhild às 10:31 | link do post | comentar

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