Segunda-feira, 19 de Abril de 2010

“Nesta história quero contar como, enquanto eu continuava a amá-la e a não a julgar, Emília, pelo contrário, descobriu, ou pensou descobrir alguns defeitos em mim, julgou-me e por consequência deixou de amar-me.”

O Desprezo (Alberto Moravia)

 

 

 

Não é daqui que surge o desprezo de uma mulher, desenganem-se. E se Elsa Morante pudesse responder a Alberto Moravia, escrevendo a sua versão da alegada história, saberiam-no.

O desprezo de uma mulher não nasce com a descoberta de meia dúzia de defeitos ou falhas de carácter.

O desprezo de uma mulher nasce da incapacidade do homem que ama, e que afirma amá-la completamente, docemente, tragicamente, de amá-la completamente.

Ele acha que ama, mas não ama.

Ele ama só a si próprio, o seu ego; ama o estatuto que a belissima mulher que orgulhosamente ostenta lhe confere; ama aquele corpo. Mas não ama a mulher.

E o pior... é que nem se apercebe disso.



publicado por Brunhild às 12:19 | link do post | comentar

3 comentários:
De il pene a 20 de Abril de 2010 às 16:32
que palavras maravilhosas! um beijo


De Brunhild a 20 de Abril de 2010 às 16:42
mau!... outra vez?!...
não se brinca com a curiosidade de uma valquíria... humm


De Brunhild a 20 de Abril de 2010 às 18:13
curiosa a escolha dos posts comentados. muito curiosa. e o tom dos comentários. assim como a máscara escolhida.
mas mais curioso ainda é esse beijo... baci


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