Quarta-feira, 28 de Abril de 2010

De repente, lembrei-me do filme Up in the air, e do discurso falacioso (ou não) da personagem de George Clooney. Aquele lalalai de ver o despedimento como uma oportunidade para se dar uma reviravolta na vida profissional, e pessoal. É uma boa perspectiva.

Mas o que eu gostava mesmo era de acreditar em Karmas e justiça divina, nesta, ou pelo menos, noutra. Seria reconfortante. Seria a certeza que me daria o impulso de que preciso para tomar esta decisão que me assombra as noites e me tira o apetite há algum tempo. Contudo, como só disponho desta vida para viver, o melhor é não arriscar, e ponderar muito bem esta maldita decisão, que, curiosamente, e concretizando-se, soará a impulso irreflectido. Salvo pleonasmo, para dar ênfase à coisa.

Ainda assim, e jogando pelo seguro em todos os quadrantes, vou levar este meu negrito sentido de humor ao cinema e aproveitar para jogar no Euromilhões. Sendo eu tão boa pessoa, a existir uma das duas, e tendo em conta a semana que estou a ter, o primeiro prémio já cá canta.



publicado por Brunhild às 20:02 | link do post | comentar

2 comentários:
De Eduardo a 29 de Abril de 2010 às 23:40
Quer acredites quer não, em parte vivo já algum tempo o mesmo dilema e posso te garantir que nada sei, e desconfio até, das "justiças" que nada têm de divinas e tardam em aparecer, mas independentemente disso, o karma existe, itso é, o que estiver para ti guardado (bom ou mau) às tuas mãos irá parar pois é esse o impulso necessário para o passo seguinte, mesmo que na altura não aches ser o mais "acertado".
Quanto a vidas minha cara, é de conhecimento público o seu cariz singular, logo arrisca e faz o que deve de ser feito. Tenho por modus operandi nestas situações meter mão à obra de forma a dar apenas hipótese ao arrependimento sobre acções e não suposições. Take the shoot kid! :)


De Brunhild a 30 de Abril de 2010 às 09:57
Se o karma existe, vou deitar-me no meu sofá, tranquila, à espera dele... :P

Nem em sorte acredito.
Acredito em mim e no que faço/não faço.

Dado este passo, a questão seguinte é: o que é que eu gosto/gostava de fazer?...


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