Sexta-feira, 18 de Junho de 2010

As pessoas tornam-se mais, ou menos, importantes, não por aquilo que são, mas por aquilo que nos fazem sentir.

Eu lembro, como se fosse hoje, o que me fez sentir quando li, de uma assentada, o Ensaio Sobre a Cegueira. Ainda hoje, um meus livros preferidos.

Voltei a ele, mais duas vezes. Uma das vezes, quando soube que ia participar - cantando, claro -  na banda sonora que iria acompanhar a peça de teatro baseada neste meu livro: Ensaio Sobre a Cegueira - Requiem pela Humanidade, encenada pelo João Brites, da magnifíca companhia de teatro O Bando.

 

Adivinho, sem dificuldade, o que fez sentir a Jorge Salgueiro, para que este tivesse composto aquela emocionante peça musical.

Seguiram-se ensaios intensos. Muitas vezes de pele arrepiada.

 

Assisti à estreia da peça, no TNSJ, que contou com a sua presença.

Recuo no tempo, novamente, para voltar a sentir aquela ovação espontânea que recebeu da plateia, em pé, durante muitos, mesmo muitos, minutos, seguidos.

Eu, chorei.

 

Ele não acreditava, e a mim custa-me muito acreditar. Mas gosto de pensar que é lá que estão os bocadinhos de mim que já partiram.

 

Obrigada!

 

 

 

 

(In Paradisum: Ensaio sobre a Cegueira - Um Requiem pela Humanidade, do Compositor Português Jorge Salgueiro, numa interpretação da criança Inês Homem de Melo Marques, do Coro Infantil do Círculo Portuense de Ópera e da Orquestra Nacional do Porto, sob a Direcção do Compositor.)



publicado por Brunhild às 16:22 | link do post | comentar

2 comentários:
De Hojéodia a 19 de Junho de 2010 às 01:23
Há pessoas que nunca morrem. Em nós, pelo menos.


De Brunhild a 21 de Junho de 2010 às 14:44
E ainda bem. :)


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