Quarta-feira, 7 de Julho de 2010

somewhere i have never travelled, gladly beyond
any experience,your eyes have their silence:
in your most frail gesture are things which enclose me,
or which i cannot touch because they are too near

your slightest look will easily unclose me
though i have closed myself as fingers,
you open always petal by petal myself as Spring opens
(touching skilfully,mysteriously)her first rose

or if your wish be to close me, i and
my life will shut very beautifully ,suddenly,
as when the heart of this flower imagines
the snow carefully everywhere descending;
nothing which we are to perceive in this world equals
the power of your intense fragility:whose texture
compels me with the color of its countries,
rendering death and forever with each breathing

(i do not know what it is about you that closes
and opens;only something in me understands
the voice of your eyes is deeper than all roses)
nobody,not even the rain,has such small hands

 

E.E. Cummings

 

 

[Vai assim, na versão original, não que me apeteça armar aos cágados (ainda se escreve com ascento, não escreve? se não escrever, dá no mesmo.), e sim porque as versões traduzidas que encontrei pela net eram fraquinhas e sabiam a sambinha.]



publicado por Brunhild às 17:37 | link do post | comentar

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