Domingo, 6 de Março de 2011

 

Despertei tarde para o cinema (de ver filmes, sempre gostei), infelizmente. Mas mais vale tarde do que nunca. Esse é o lema.

Nos meu trinta e quatro anos de existência, nunca assisti a um filme de Godard numa sala de cinema (Gabriela, o prometido é devido! Onde está o pólo da cinemateca no Porto?...), falha que colmatarei hoje.

Antecipando a minha ida, resolvi ver, pela segunda vez, Jules et Jim.

 

A primeira vez que alguém me disse que eu era Catherine, fiquei curiosa. Jamais esperaria que alguém me associasse a uma personagem da Nouvelle Vague, à qual eu associava uma certa libertinagem e amoralismo, que não associava à minha pessoa.

 

Eu não sou Catherine. E não sou porque não vivo num filme; Vivo na vida real. Ou seja, porque me falta a coragem de Catherine. Eu, por exemplo, jamais saltaria de uma ponte para o rio, vestida, no meio da noite. Por muito que a conversa me estivesse a aborrecer, por muito que lhe quisesse pôr um fim, por muito que me apetecesse.

 

Mas partilho muito com Catherine. A principal, talvez a honestidade no que sente; Ou melhor, a repulsa pela mentira. Os sentimentos, por muito feios que sejam, não magoam, se existir honestidade. Pode doer, mas não magoa. Ou melhor, não deixa marcas. Já a mentira, mentirinha, derivados e afins... magoam, e marcam, que se fartam.



publicado por Brunhild às 18:44 | link do post

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