Terça-feira, 8 de Março de 2011

 

 

Este filme fez-me lembrar um episódio com um amigo meu que também amava as mulheres.

Uma vez começou a falar-me sobre as mulheres da sua vida. A cada foto que sacava, uma estória diferente.

 

Então, havia a mulher que ele amava ao domingo à tarde; A mulher que ele amava quando não lhe apetecia estar sozinho; A mulher que ele amava quando ela vinha à cidade; A mulher que ele amava qunado lhe apetecia amar muito; A mulher que ele amava quando não lhe apetecia amar; A mulher que ele amava em cada sexta-feira, 13; E por aí fora... Feitas as contas, quase dava uma mulher diferente para cada dia.

Havia ainda o seu primeiro amor, do tempo da adolescência, que ele continuava a amar; Havia a mulher que ele andava a preparar-se para começar a amar; Havia a mulher que ele tinha acabado de deixar de amar; Havia a mulher que ele amava e com quem ele ia casar e ter filhos, mas naquele momento estavam chateados pela 54.ª vez; E havia a mulher que ele sonhava amar, o seu anjo distante, como ele chamou.

 

- Isso é bonito. Mas porquê "anjo distante"? É missionária em África?, perguntei eu.

 

- Não! Nada disso. É uma das prostitutas - a que todos querem - que trabalha na rua aqui do lado. Passo por ela todos os dias, sem lhe falar. É lindíssima, de cortar a respiração. E inteligente, emotiva, criativa e sensível. Um doce. Consigo ver isso tudo nos seus olhos brilhantes.

 

- Não conhecia essa tua faceta cobarde.

 

- Romântica!, queres tu dizer.

 

- Sim, romântica, desculpa.

 

 

E depois de passar uns segundos a admirar as fotografias daquelas mulheres todas, não resisti, e disse-lhe orgulhosa:

 

- Sim, senhor. A forma como tu amas estas mulheres é... coerente!



publicado por Brunhild às 12:47 | link do post | comentar

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