* Miguel Esteves Cardoso
«(...) A única estupidez das mulheres, a única autêntica galinhice, é acreditarem na estupidez das outras mulheres.
Os homens são como aqueles broncos, brutos, que se juntam, que cerram fileiras, que militam ombro a ombro, proletários à moda Eisenstein, e assim ganham batalhas contra as mulheres, inteligentes, civilizadas, superiores mas separadas.
Os homens são todos iguais, até na maneira de gostarem das mulheres. É a nossa única superioridade.
Um homem, quando ama uma mulher adora-a.
Uma mulher, quando ama um homem, aceita-o.
Um homem vê todas as mulheres na mulher que ama.
A mulher esquece os outros homens.
Um homem ama e respeita uma só mulher.
Uma mulher limita-se a amar só um.
As mulheres precisam de organizar-se. Precisam de aprender a apreciar-se. Precisam de amigas. Precisam de ir almoçar com elas, despachar garrafas de vinho branco, confiarem umas nas outras, empifar-se. As mulheres são muito sábias e muito sensíveis, mas têm o grande defeito de sobrevalorizar os homens.
Mulheres de Portugal — convençam-se de uma vez por todas. Nós os homens podemos ter mais graça, mas somos muito piores, muito mais rascas, muito mais ignorantes, muito mais básicos; no fundo muito menos homens do que vocês. Vejam lá isso. E, se não virem, tanto melhor.»
Já não é a primeira vez que alguém faz cara de muito surpreendido(a) quando eu digo que gosto, e muito!, da série "O Sexo e a Cidade". Provavelmente não estariam à espera que eu gostasse de uma série rotulada de fútil, que gira à volta de quatro mulheres, demasiado bem sucedidas, à solta em Nova Iorque, bem vestidas, e bem calçadas, à caça de gajos.
Também é!...
Mas o cerne, é a verdadeira amizade entre quatro mulheres.
Parece impossível, não parece?
Mas existe. Garanto!