Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2012

quando parada no meio do trânsito ou na fila do caixa de um supermercado, encontro-me mergulhada em pensamentos absurdos. Penso que somos biliões de microorganismos,tão pequenos que não nos conseguem ver a olho nu. que partilhamos o espaço com gigantes. para eles não somos mais que corpos peludos com 4 patas, de aspecto horroroso e rosto extraterrestre.

 

À noite quando me deito ouço o respirar dos gigantes, e eles também nos ouvem, somos estalidos, cricris ruidosos e passos pequeninos. Habitamos a pele do gigante, as árvores são  megapêlos. a chuva é o o seu espirro, o mar a sua imensa bexiga, e o sol o seu coração. quando chora são os trovões que ouvimos, quando se zanga, são os raios de uma tempestade. e assim por esse corpo nos andamos a mexer, para lá e para cá. e assim nós a quem nos chamamos humanos, ignoramos que o nosso universo não é mais que um corpo com vida de um megagigante.

 

Tendo em conta que o mundo está cheio de vidas, entre bactérias,micróbios, ácaros e outros organismos, porque é que os humanos se sentem tão sós?

 

 

 Porque tenho ouvido dizer que a velhice é um estado de solidão.



publicado por Ortlinde às 21:55 | link do post

De Brunhild a 3 de Fevereiro de 2012 às 20:37
porque alguém - Walt Disney?! - nos disse que para cada tacho havia um testo (e vice versa), e só aí nos sentiriamos completos e seriamos felizes para sempre. e que precisamos (do reconhecimento) de terceiros para nos sentirmos validados.
ou seja, no fundo, bem lá no fundo, somos um bichinho muito cruel e egoísta, mas social.

agora a sério...
imagina-te a perder as tuas faculdades, até as mais básicas. como te irias sentir? dependente dos outros, mais lenta, muito mais lenta, num mundo que gira à velocidade da luz.
imagina veres todas as pessoas que te eram queridas e próximas partirem. olhares para a lista de contatos do telemóvel e não teres a quem ligar.
o tempo, para os idosos, passa bem mais devagar.
eu acho que o próprio ser humano se recusa ver-se ao espelho na velhice dos outros, esquecendo-se que todos caminhamos para lá.
connosco será diferente, porque iremos ter sempre a familia e os amigos e os vizinhos e os colegas... mas será?!
e tu podes pensar que irás fazer novas amizades e nunca ficar sozinha. mas... quando as pernas não obedecerem à vontade, quando a reforma mal der para a medicação, quando a intolerância ao frio te impedir de casa... és capaz de pensar de forma diferente...
a mim, assusta-me! por isso gosto de ver os velhotes (e velhotas) nos tascos e nas soleiras das portas, ou a jogar as cartas nos jardins. mas... e aqueles que estão reféns da velhice em casa?

rais-ta-parta e mais o tema que escolheste abordar...




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