Quarta-feira, 5 de Agosto de 2009

Eu sei, eu sei... o blogue foi largado ao abandono.

A Ortlinde está de férias (novamente!). E eu, Brunhild Maria, tenho andado ocupada.

 

Dadas as devidas justificações, passemos às notícias! Óptimas, por sinal!...

 

Ja leram isto?!

 

Bitterness, Compulsive Shopping, and Internet Addiction - The diagnostic madness of DSM-V *

 

Para quem não souber o que é o DSM, aqui fica o link.

 

Eu aconselho todos a darem uma vista de olhos pelo Manual . Com toda a certeza arranjam por lá uma qualquer perturbação mental que vos fique bem.

Ser normal está tão fora de moda! Actualizem-se!

Mas despachem-se! Porque quando o novo manual sair, poucos são os que ficarão de fora. E isto das perturbações mentais é como os perfumes: ninguém quer sair à rua com uma perturbação mental que cheire ao mesmo que o vizinho.

 

Eu já escolhi as minhas: um ligeiro problema de insónias, pautado por alguma ansiedade, uma grave dependência de Internet, azedume uma vez por mês e dislexia crónica. Por agora... é tudo!

 

 

* Novas oportunidades para todos os psicólogos desempregados ou a trabalhar em Caixas de um Hipermercado perto de si.

Diz a sabedoria popular que de médico, génio e louco, todos temos um pouco...



publicado por Brunhild às 18:07 | link do post

De Eduardo a 5 de Agosto de 2009 às 23:29
Ténue é a linha que separa os dois pólos aparentemente contrários e tão intrínsecos como que um é a continuação do outro ou mesmo até, são pólos manifestamente indissociáveis: no fundo, quem e com que competência consegue dissociar o normal do anormal? Novamente as massas a alienar o intelecto individual. Sempre as massas. Mais: a expressão Vox populi , vox Dei" é de uma obtusidade atroz. Primeiro, tá visto que onde estão as massas está a estupidez. Segundo, alguém tem a animo leve de proferir a existência de deus. Terceiro, se "Ele" existe (no caso de Nietzsche ter estado redondamente enganado) é lamentável constatar que o Criador de todas as coisas tenha uma voz tão pouco polida como é apanágio da populaça acabando por cair no primeiro corolário.

As doenças mentais estão na moda? Sim, até porque ao contrário de outrora, ser doente mental nos dias de hoje trás benefícios aos reais casos de perturbação mental e servem também, nos casos dos autoproclamados "doentes mentais" uma desculpa esfarrapada para a sua cobardia e incapacidade intelectual. A estes últimos, costumo ter o hábito de os catalogar (já que muitos fazem questão de tal) de indivíduos com graves manifestações de gonorreia mental.

Sem qualquer pudor, confesso partilhar das mesmas maleitas de Brunhild , mas contudo gostaria apenas de corrigir "azedume" para um inequívoco mau feitio (e sem pausa para refeições!).
E para concluir, cito esse mago da cultura urbana moderna que é Fernando Alvim, para me rotular de o Perfeito Anormal.


De Brunhild a 6 de Agosto de 2009 às 10:02
Ai que até me assustei com o tamanho do comentário!...

Vocês trocam-me as voltas. Quem comentava o FB, agora comenta o blogue. Quem comentava o blogue, agora comenta o FB... Estou tão confusa! (Aliás, que aconteceu à tua conta do FB?!)
Adiante!...

Gosto de acreditar que há pessoas com competência para fazer essa dissociação...

Esse facilitismo de responsabilizar "a sociedade", comigo, não cola. A sociedade somos nós!
Cada qual deve procurar a sua individualidade.
Existe algo chamado personalidade, ou carácter, que devemos desenvolver.
Pois, eu sei, dá trabalho! Por isso, é preferível o "deixa andar".
Conclusão, carneirinhos! Todos diferentes, todos iguais (desta vez no mau sentido.)

Cuidado com generalizações.
Nem toda a sabedoria popular é estúpida. Alem disso, a estupidez tem muitas caras e, muitas vezes, anda camuflada.
Sobre religião, não falo.
Nietzsche, só discuto bêbeda.
No entanto, sobre ambas (aliás, sobre tudo!)... vale o que vale!

Em relação às perturbações mentais, mais uma vez, caiu-se no fácil. As pessoas já não superam problemas ou crises com força de vontade mas sim com ansioliticos, antidepressivos e afins.
E mais não digo porque a minha opinião sobre este assunto (e outros...) é um tanto ao quanto polémica.

Eu não tenho mau feitio!!!
Ao que alguns chamam mau feitio, eu chamo carácter.

E para concluir, não gosto do Fernando Alvim. Só quando ele põe música e passa o Dartacão. (antes de virar moda passar o dartacão)

Ufa!!!!




De Eduardo a 6 de Agosto de 2009 às 12:21
Brunhild ,

Para que não haja confusões, talvez não me tenha feito entender quando referi o mau feitio, que era supostamente sobre mim, e não sobre ti! Mas aproveito a deixa para manifestar alguma semelhança com a tua pessoa, pois aquilo que os outros vêem em mim como mau feitio, eu vejo com força de carácter, e bem vincado.

Infelizmente há por aí muito boa gente que por factores físicos e/ou psíquicos, como por exemplo a fraca auto-estima, tendem a recorrer a ansiolíticos mas contudo não tenho qualquer objecção a fazer a quem os usa. É tão normal como um medicamento para baixar a tensão ou algo no género. No fundo o cérebro é um orgão como qualquer outro e pode ocorrer o caso de sub-funcionamento .

Quanto aos carneirinhos, era mesmo disso que eu me referia às massas. As massas têm tendência a ofuscar o individualismo quando a dita personalidade é fraca. Felizmente não é o nosso caso! :)

O Alvim é um grande palhaço, mas não é mau diabo.

Confesso que quando era puto adorava ver esses desenhos animados. Penso que na época ainda haviam mais dois na berra: o Tom Sayer e A volta ao mundo em 80 dias. Bons tempos...

Beijinho



De Brunhild a 7 de Agosto de 2009 às 13:33
A psi que existe em mim recomenda: em tempos de crise, aumentar a dosagem de álcool e tabaco. Não há crise que resista a uma boa cirrose ou a um cancro do pulmão.


De Eduardo a 7 de Agosto de 2009 às 14:13
Ora nem mais Caríssima! Um brinde à Brunhild!


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