Quarta-feira, 4 de Novembro de 2009

- Trocaste de mãe?

- Não... É só emprestada.

 

 

Sendo eu uma valquíria sem descendência (e sem sobrinhos, por enquanto...) e adorando crianças (isto quase soa mal...), nada mais me resta a não ser adoptar, em tempo parcial, as crias das minhas amigas.

Desde as já crescidas às mais pequenas, gosto de passar tempo com elas. É refrescante ver o mundo pelos olhos delas. Nunca leram o Principezinho?!

Levo-as a concertos e/ou ao cinema, a passear, a lanchar, às aulas de música (sem qualquer intencionalidade escondida), faço baby-sitting, etc.

Só não mudo fraldas! Há que traçar o limite em algum lado. E o meu é esse.

 

Assim, no passado sábado, usando como desculpa "pôr a conversa em dia e aproveitar para ver os miúdos", reuni as minhas amigas-mães e as respectivas crias: três amigas e seis crianças (Brunhild incluída).

 

A conversa que havia para pôr em dia, continuou por actualizar. Mas brincadeira houve. A rodos!

Quando dei por mim estava muito bem refastelada numa poltrona minúscula, submersa em Barbies, Nenucos e outros bonecos que não sei o nome, livros de colorir, canetas e lápis de cor, trens de cozinha em miniatura, entre outros.

Duas das meninas afundavam-me em mais brinquedos, que retiravam de uma arca, aparentemente sem fundo; A mais crescida fazia de mãezinha das crianças todas (Brunhild incluída); O rapazola, nas suas sete quintas, fazia de mim alvo, enquanto chutava à bola. Só a mais pequena, ainda bebé, não sucumbiu aos encantos desta valquíria, tendo permanecido, peremptória, sempre no colo da mãe. Mas, para a próxima, não escapa!

 

Que bem que se estava no mundo faz-de-conta!... Aliás, estava-se tão bem, mas tão bem, que me custou abandoná-lo.

Elas, as crianças, regressaram às suas mães, e eu regressei à minha vida. Uma vida vazia de miminhos tão doces quanto espontâneos e risos dobrados, é certo, mas livre de responsabilidades diversas e pesados encargos financeiros. Ou seja, corri a arranjar-me para ir jantar fora e curtir o Halloween, sem preocupações maiores.

 

No entanto, no regresso à minha vida, não escapei a uma paragem de emergência na berma, em plena auto-estrada, assim que se ouviu uma voz doce proferir chichi...



publicado por Brunhild às 13:44 | link do post | comentar

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