Quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

 

Como qualquer gaja que se preze, esta aqui também adora acessórios: sapatos, malas, cachecóis, chapéus, relógios (sem pilhas), anéis, brincos, pulseiras, bandeletes, travessões e flores, alfinetes de peito (broches) e colares. No entanto, estes últimos, não consigo usar. Eu tento! Tenho alguns, lindos! Ensaio usá-los mas raramente consigo porque fico com a sensação de me ter transformado numa árvore de Natal.

 

(E agora recebi uma sms da outra valquíria a dizer-me para ouvir a Antena2... Já volto!...

Ah! Estão a falar e a passar excertos da ópera A Valquíria. Sempre atenta, esta Ort!)

 

Ora, onde é que eu ia?...

(Agora minha atenção irá dividir-se entre o que escrevo e o que escuto.)

 

Ah!, sim. Colares.

Invejo, de forma saudável, todas as mulheres que ficam bem de colares, que os sabem usar. Como uma mulher que acabou de passar por mim, agora mesmo. Impecável!

Eu acho que o pormenor do colar, no todo, faz toda a diferença.

 

(Entra em cena Brunhild... Começa logo por desobedecer seu pai.

E eis... A Cavalgada das Valquírias!)

 

Tenho um colar que além de ser lindo de morrer, uma peça de joalharia de autor, presente de um amigo, há uns anos, pelas explicações que lhe dei de Estatística, e que lhe permitiu concluir a Licenciatura. Sou tão boa explicadora, que o explicando quase sacou uma classificação melhor do que a da explicadora.

 

(Brunhild é vítima da ira do pai e é expulsa da armada celeste, deixa de ser valquíria, e é condenada ao sono profundo... Esta cena é tão intensa! Brunhild é a preferida do pai. Brunhild desobedeceu a ordem de seu pai por ter agido conforme este a tinha ensinado a ser: seguir aquilo que acreditava. Mas Wotan é intransigente. Não cede! Brunhild faz um último pedido ao pai: que exista um ser capaz de a acordar daquele sono, um ser forte, de coração puro, que não conheça o medo. O pai concede-lhe esse desejo. Brunhild adormece num rochedo, protegida pelo fogo mágico. )

 

Lembro que o colar vinha numa caixa daquelas de joalharia. Eu, ainda meia adolescente, meia mulher, senti-me uma verdadeira princesa ao receber aquele presente.

Um presente que raramente uso. Primeiro porque não quero banalizá-lo, torná-lo corrente. Segundo, porque raramente o sei usar.

 

Posto isto, acho vou até ao blogue da Mini-Saia, pedir à Mónica Lice umas dicas.

 

(Ainda estou em estado de graça. Não há ópera mais densa, completa, do que a Tetralogia de Wagner. Não há!)



publicado por Brunhild às 13:57 | link do post | comentar

1 comentário:
De Ortlinde a 20 de Novembro de 2009 às 11:13
e eu cheguei atrasada porque fiquei no carro a ouvir!


Comentar post

mais sobre mim
cavalgadas recentes

Álbum: raízes

hold on to your dream

O efeito Gabriela

Cindafuckin'rella, precis...

Sonata de Outono

Olá!

...

paradoxos, incongruências...

espreitar

não gosto

ás vezes

O supremo verbo da humani...

as coisas que eu ouço

e esse Natal, como foi ?

Albúm de fotografias

reencarnação deferida

retratos da vida a 2

Toc Toc ?

leva-me aos fados

in a dark place #1

comentários recentes
A perda não foi minha. Esta, pelo menos. Mas um di...
Vive-se segurando a dor na dor dos outros. Tentand...
ah pois é! :)
ahhhh... a bela juventude!!! :P
e tu achas que eu não penso nisso? tenho mais medo...
porque alguém - Walt Disney?! - nos disse que para...
a ver por algumas parideiras que por aí e por aqui...
sim, se assim não fosse a humanidade não existia. ...
Maria, obrigada por leres o nosso blog. Beijinhos
Qual é o supremo verbo da humanidade, parir?!...Se...
outras cavalgadas
cavalgadas arquivadas
subscrever feeds