Sexta-feira, 06.05.11

 

 



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Quinta-feira, 05.05.11

Esta, esta, esta, esta, esta, esta, esta. E esta.



publicado por Brunhild às 23:25 | link do post | comentar

 

 

 



publicado por Brunhild às 12:47 | link do post | comentar

A primeira vez que me chamaram, cara a cara, individualista tinha dezoito anos. Nada mau! Da vez seguinte chamaram-me perigosa, uma bond girl. Tive a reacção que tenho sempre que me dizem um disparate do género: sorrio. Eu, como não sou, nunca fui, fã da dita saga, não percebi o alcance daquele perigosa. Entretanto li umas coisas e desconfio do que a pessoa, no fundo, queria dizer: que eu era individualista.

 

No entanto, a questão do ser ou não ser, remota à minha infância quando, na pré-primária, as freirinhas chamaram os meus pais ao colégio para discutirem o meu comportamento demasiado fechado. Pelos vistos, não brincava com os outros meninos, fazia desenhos minúsculos numa folha A4, não comunicava ou demonstrava (des)afecto pelos outros e a única altura em viam indícios de alguma sociabilização era quando cantava.

Autismo?!

 

Hoje, aos 34 anos de idade, já não me chamam de autista ou de individualista. Rotulam-me, de forma simplista, de ter a (puta da) mania.

Mania de quê, gostaria de poder perguntar. Infelizmente, a minha reacção a tais disparates mantém-se.

 

São trinta anos a sentir-me um peixe fora de água, a não gostar do que os outros gostam, a não valorizar o que os outros gostam, a ser mal interpretada, incompreendida; Trinta anos de solidão, de vazio.

Tanto tempo a sentir-me assim, levou-me a acreditar que não posso buscar nos outros aquilo que não tenho e que preciso. Tornei-me auto-suficiente. Produzo. Mas o que produzo é para consumo próprio. E, às vezes, um pouco partilhado. Com muito poucos, ao contrário do que possa parecer.

 

Acusam-me de me proteger demasiado e é verdade. Desde cedo senti na pele a leviandade dos humanos, da sua crueldade, da maldade.

Podia ter optado por me armar até aos dentes e encarar a vida como um campo de batalha, em que vale tudo, e ir à luta. Mas não. Preferi construir uma muralha e refugiar-me lá dentro. Isolei-me, num mundo só meu.

No entanto, só há pouco tempo me apercebi da dimensão da minha muralha, aumentada a cada desilusão, e do quanto pode ser frustrante tentar ultrapassá-la, em vão, para chegar até mim.

No fundo, tal como aconteceria se tivesse optado pela primeira hipótese, tentando proteger-me, acabo por magoar.



publicado por Brunhild às 00:12 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Quarta-feira, 04.05.11

Ofereceram-me uma flor. Eu sorri. Mas fiquei a olhar para aquela coisa, já na minha mão, sem saber o que lhe fazer. Ia ter que andar com aquilo na mão a noite toda?  E como é que dançava? E como é que fumava e bebia ao mesmo tempo?

Apelidaram-me logo de esquisita. Qual é a mulher que não gosta de receber flores? Pelos vistos, eu!

Flores, tal como os voucher da Fnac, é a aposta segura de quem não está para se esforçar e pensar no que há-de oferecer. De quem não está para observar, escutar, conhecer, descobrir, o que o outro gosta. De quem não está para se sacrificar e fazer o que não gosta ou aprecia fazer mesmo que seja algo que o outro gosta ou aprecia fazer. De quem não sabe distinguir o que é importante, essencial, do que é acessório para a outra pessoa. De quem não faz ideia quem é a pessoa que está à sua frente.

É a surpresa de quem fez asneira e tenta comprar o perdão.

Um acto que, de tão banalizado, se tornou vazio.

E por que razão haveria eu de me surpreender por ainda haver tanta gente a oferecer e a gostar de receber flores?

Numa sociedade em que o velhinho que mora ao lado morreu em casa há meses sem que alguém se desse ao trabalho de arrombar a porta, por que razão as floristas (e os indianos) não haveriam de passar ao lado da crise?

 

Mas não me entendam mal, eu gosto de flores. Não gosto de coisas sem significado, de actos vazios ou forçados.

Preferia que, quando me quisessem surpreender, não me as oferecessem, ou pior, que as mandessem entregar; Preferia que, por exemplo, me convidassem/levassem a ver e a cheirar as flores no seu habitat natural: num jardim.



publicado por Brunhild às 21:47 | link do post | comentar

 

Também estou cansada de más notícias. Têm sido tantas, nos últimos tempos, que quando me perguntam E tu o que disseste/fizeste? A resposta é sempre a mesma: nada! Já as recebo impávida e serenamente. Com classe. Até estranho quando se passa demasiado tempo sem alguma dar a cara. A parte boa é que estou quase a aprender a encolher os ombros e a ficar indiferente a tudo.

Extenuada de nadar afincadamente, e só para me manter à superfície, que as forças para dançar nunca me abandonem.



publicado por Brunhild às 19:35 | link do post | comentar

Segunda-feira, 02.05.11

O Alexandre Borges escreveu o texto que eu andava para escrever faz tempo. E o Nuno Miguel Guedes soma e segue.

É isso.



publicado por Brunhild às 23:20 | link do post | comentar

Estou um bocadinho farta de tudo: de remar contra a maré, de desilusões, de decepções, de falsas aparências, de falsas verdades, do dia-a-dia, do egoísmo, do chico-espertismo, do viver para o aqui e agora sem pensar nas consequências, do capitalismo, da sociedade, dos (nossos) políticos, de ouvir discutir o estado do nosso país, e hoje, sobretudo, do jornalismo sensacionalista, reflexo de tudo o que foi enunciado.

A questão é: alguém consegue assistir aos telejornais sóbrio?!

E ainda há quem faça silêncio quando digo que não vejo televisão...

Vou mas é continuar a beber e deitar-me, a ouvir música.



publicado por Brunhild às 20:48 | link do post | comentar

Sexta-feira, 29.04.11

Porque daqui para a frente, e durante uns tempos, tudo andará à volta de Treme.

(Eu sei, e vocês com isso?!...)

 

Alguém veja a série, por favor, e volte, para eu ter alguém com quem falar sobre ela.



publicado por Brunhild às 21:12 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Quarta-feira, 27.04.11

Lembram-se do tempo em que o meu tempo era dividido em quantos episódios de The Wire eu podia ver?

Pois bem. Hoje o meu tempo divide-se em quantos episódios de Treme eu posso ver.

Dos mesmos autores de The Wire, curiosamente. Ou não.

E só vos digo uma coisa: eu quero ir viver para New Orleans!

Comida (muito churrasco), muita música (jazz e afins) e Carnaval.

Abandonar a sociedade para, finalmente, abraçar a comunidade.

Ficcção, eu sei... Ainda assim, grande série!

 

 

 

Hangin' in the Treme
Watchin' people sashay
Past my steps
By my porch
In front of my door

Church bells are ringin'
Choirs are singing
While the preachers groan
And the sisters moan
In a blessed tone

Down in the treme
Just me and my baby
We're all going crazy
While jamming and having fun

Down in the treme
Is me and my baby
We're all going crazy
While jamming and having fun

Trumpet bells ringing
Bass drum is swinging
As the trombone groans
And the big horn moans
And there's a saxophone

Down in the treme
Is me and my baby
We're all going crazy
While jamming and having fun

Hangin' in the Treme
Watchin' people sashay
Past my steps
By my porch
In front of my door

Church bells are ringin'
Choirs are singing
While the preachers groan
And the sisters moan
In a blessed tone

Down in the treme
Is me and my baby
We're all going crazy
While jamming and having fun



publicado por Brunhild às 23:53 | link do post | comentar | ver comentários (4)

Sexta-feira, 22.04.11

Ou a esperança que reside na morte.

Os compositores, génios com ultra-sensibilidade, e, consequentemente, de carácter atribulado, (d)escrevem-no como ninguém.

Não se espera uma vida eterna, a bater as asinhas de nuvem em nuvem, de lira na mão; Espera-se, por fim, paz. Luz. Eterna.

Este Requiem é dramático. Intenso. De chegar ao fim desgastado, estourado. Mas acaba com esta lux.

 

Quem decide partir não procura outra coisa senão isso: esperança. E carrega consigo o ónus da decisão.

Quem fica, só tem que lidar com o sentimento de perda, com a saudade.

 

Eu, chego ao fim desta semana estourada, mas com a sensação de que vale(u) a pena.

E hoje, quando cantar este Agnus Dei, esquecerei as notas, a respiração, o apoio, a técnica dos pianíssimos, fortíssimos, diminuendos e crescendos, e lembrar-me-ei somente disto. E sem me emocionar! É um desafio. Eu nunca viro costas a um bom desafio.



publicado por Brunhild às 16:13 | link do post | comentar

Quinta-feira, 21.04.11

Quando tinha 14 anos, esperava ter, algum dia, uma namorada.

Quando tinha 16 tive uma, mas não havia paixão. Então decidi que necessitava de uma mulher apaixonada, com vontade de viver.

Na Escola saí com uma mulher apaixonada, mas era demasiado emocional. Era tudo urgente, era a rainha dos dramas, chorava todo o tempo e ameaçava suicidar-se. Então decidi que necessitava de uma mulher estável.

Quando tinha 25 anos encontrei uma mulher muito estável, mas aborrecida. Era totalmente previsível e nunca se excitava com nada. A vida tornou-se tão chata que decidi que necessitava de uma mulher mais emocionante.

Aos 28 encontrei uma mulher excitante, mas não conseguia acompanhar o seu ritmo. Andava de um lado para o outro sem que nada a detivesse. Fazia coisas impetuosas e flirtava com qualquer um com quem se cruzasse. Fez-me tão miserável como feliz. De inicio foi divertido e enérgico, mas sem futuro. Então decidi procurar uma mulher com alguma ambição.

Quando cheguei aos 31, encontrei uma mulher inteligente, ambiciosa e com os pés no chão. Decidi então casar-me. Era tão ambiciosa que me pediu o divórcio e ficou-me com tudo o que tinha.

Agora, com 44, prefiro mulheres com mamas grandes!

[d'aqui]



publicado por Brunhild às 17:25 | link do post | comentar

Quarta-feira, 20.04.11

* Miguel Esteves Cardoso

 

«(...) A única estupidez das mulheres, a única autêntica galinhice, é acreditarem na estupidez das outras mulheres.

Os homens são como aqueles broncos, brutos, que se juntam, que cerram fileiras, que militam ombro a ombro, proletários à moda Eisenstein, e assim ganham batalhas contra as mulheres, inteligentes, civilizadas, supe­riores mas separadas.

Os homens são todos iguais, até na maneira de gostarem das mulheres. É a nossa única superioridade.

Um homem, quando ama uma mulher adora-a.

Uma mulher, quando ama um homem, aceita-o.

Um homem vê todas as mulheres na mulher que ama.

A mulher esquece os outros homens.

Um homem ama e respeita uma só mulher.

Uma mulher limita-se a amar só um.

 

As mulheres precisam de organizar-se. Precisam de aprender a apreciar-se. Precisam de amigas. Precisam de ir almoçar com elas, despachar garrafas de vinho branco, confiarem umas nas outras, empifar-se. As mulheres são muito sábias e muito sensíveis, mas têm o grande defeito de sobrevalorizar os homens.

Mulheres de Portugal — convençam-se de uma vez por todas. Nós os homens podemos ter mais graça, mas somos muito piores, muito mais rascas, muito mais ignorantes, muito mais básicos; no fundo muito menos homens do que vocês. Vejam lá isso. E, se não virem, tanto melhor

 

 

 

 

Já não é a primeira vez que alguém faz cara de muito surpreendido(a) quando eu digo que gosto, e muito!, da série "O Sexo e a Cidade". Provavelmente não estariam à espera que eu gostasse de uma série rotulada de fútil, que gira à volta de quatro mulheres, demasiado bem sucedidas, à solta em Nova Iorque, bem vestidas, e bem calçadas, à caça de gajos.

Também é!...

Mas o cerne, é a verdadeira amizade entre quatro mulheres.

Parece impossível, não parece?

Mas existe. Garanto! 



publicado por Brunhild às 10:22 | link do post | comentar

Domingo, 17.04.11



publicado por Brunhild às 17:26 | link do post | comentar

- Madrinha, quantos anos tens?

- 34.

- Oh! A sério, quantos tens?

- 34, a sério. Porquê, quantos anos achas que eu tenho?

- Não podes ter 34 porque a minha mãe tem 35 e tem filhos.



publicado por Brunhild às 16:33 | link do post | comentar

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